É antecipar o futuro e sofrer por ele. Sentir as mãos frias e ao mesmo tempo úmidas, e num velho hábito, esfregá-las, olhar para as pessoas ao redor e dizer: "é a força do hábito."
É refletir sobre como será o dia na noite que o antecede, embora haja a certeza de que tudo será diferente de como se imaginou. É tentar atenuar o efeito obscuro do depois, é acalmar o agora para que o amanhã não seja doloroso, embora seja sabido que ele nunca é. Em meio a divagações, há os delírios e então a dúvida sobre o que é real ou não, sobre a incerteza dos acontecimentos passados. Novamente, esfrega-se as mãos. A ansiedade não para e as horas passam, a vida voa até chegar o momento em que se percebe que se esperou mais do que viveu.
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