Não é noite, mas esse dia nublado exige uma reflexão, uma exposição de pensamentos que esperam nunca serem lidos, nunca serem conhecidos, a não ser que o escolhido seja capaz de entender.
O quarto é invadido pela canção "Heroes" do David Bowie, um poeta que me entenderia, que me fortalece e faz com que eu me sinta "infinita", sim com a mesma colocação utilizada pela obra "As vantagens de ser invisível" que eu tanto me identifico. É a mesma sensação de todos os dias, mas hoje eu tenho a dor sob controle, segui passos para concretizar isso.
Então pensamentos de diversas naturezas invadem o meu ser. Será que eu tô fazendo a coisa certa? Será que o meu esforço será recompensado? Eu não peço para a dor parar porque eu sei que terei de conviver com ela até o fim dos meus dias, mas eu peço controle. Eu peço realização, eu espero encontrar o sentido das coisas para talvez começar a fazer a coisa certa.
Lá fora tudo passa, a vida corre, pessoas perdem a noção dos dias, outras (como eu) pedem que o tempo passe. Queremos pular etapas sem nos dar conta de que estamos vivendo a melhor fase de nossas vidas.
Com esta reflexão, eu concluo que eu não quero que o tempo passe, não quero que o tempo voe, quero me aperfeiçoar no arrastar dessas horas, seja lendo um livro com boa história ou com esta simples e vaga reflexão. Quero me concentrar naquilo que me faz mal, quero sentir a dor e controlá-la, quero ter a solução para a minha vida.
Eu tracei um plano para mim, mas se não der certo, haverá um plano B, uma alternativa, uma saída vinda, e muito bem vinda, desta melancólica reflexão.
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